Nascida em Fortaleza, no Ceará, uma das regiões mais violentas contra população LGBTQI+ no país, Bruna Benevides é atualmente uma das maiores referências na defesa de direito das pessoas trans no Brasil. Oficial exemplar, Benevides ingressou nas Forças Armadas aos 17 anos, e ao longo da carreira teve que viver vida dupla, devido à cultura machista e heteronormativa da instituição. “Eu sempre soube quem eu era, mas até me assumir publicamente, eu tive que levar uma vida dupla.” Em 2012, ela abriu um processo contra a Marinha, por ter sido afastada do trabalho depois que assumiu sua identidade como mulher. Mesmo com a decisão da justiça favorável à sargenta, e sem nenhuma licença que a afaste do seu cargo, ela continua sem poder exercer sua função na Marinha. Bruna também é presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da população LGBT de Niterói e integrante da diretoria da Associação Nacional das Travestis e Transexuais, a ANTRA. Na entrevista, ela conta como foi e é passar por todo esse processo e também fala sobre sua trajetória na militância pelo direito das pessoas LGBTQIA+. Confira.