A atualização da Polícia Nacional de Defesa apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro ao Congresso no final de agosto acendeu o alerta sobre a possibilidade do emprego das Forças Armadas brasileiras em possíveis conflitos no “entorno estratégico do Brasil”, o que, de acordo com o Ministério da Defesa, chefiado pelo general Fernando Azevedo e Silva, abrange  América do Sul, Antártica e o Oceano Atlântico até a costa ocidental da África. “Com esse artigo nós podemos estar abrindo uma porta para justificar uma participação de uma intervenção militar a pretexto do que nós estamos ajudando a solucionar um conflito, o que é totalmente contrário à Constituição brasileira, nossas tradições diplomáticas e, portanto, contrário também a tudo que vinha sendo dito até hoje na Política Nacional de Defesa”. Essa é a análise do entrevistado desta semana no Brasil de Fato Entrevista, o diplomata Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores durante os governos de Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa de Dilma Rousseff. Confira!